Lista de produtos do designer Sônia Menna Barreto

A artista plástica Sônia Menna Barreto, desde 1984, faz da sua produção artística a mais próxima expressão do homo ludens, o homem lúdico. Seu espírito criativo buscou terras e personagens que habita...
A artista plástica Sônia Menna Barreto, desde 1984, faz da sua produção artística a mais próxima expressão do homo ludens, o homem lúdico. Seu espírito criativo buscou terras e personagens que habitam a imaginação das pessoas de todas as idades. Sua técnica origina-se nos pintores flamengos do século XV, misturando hiper-realismo com minúcias da técnica francesa do Trompe L’oeil. Suas obras estão presentes em coleções particulares do Brasil e do exterior. Sônia Menna Barreto nasceu em São Paulo. Em 1980, começou a freqüentar o ateliê do artista Luiz Portinari, irmão de Cândido Portinari, no Centro de Artes Cândido Portinari. Durante este período, conheceu a vida artística, os movimentos, ouviu muitas histórias contadas por Portinari que conviveu com grandes pintores, escritores e poetas da época. Depois do contato com os trabalhos de Max Ernst, De Chirico, Magritte e Paul Delvaux, a obra de Sônia tomou a direção do Surrealismo. Essa fase foi decisiva para sua carreira, passando a desenvolver seu lado intimista e criativo, solucionando os problemas técnicos e temáticos por si própria sem o acompanhamento de professores. BRASIL ENTRA PARA A ROYAL COLLECTION Em outubro de 2002, pela primeira vez uma obra brasileira passou a integrar a ROYAL COLLECTION, pertencente à Família Real Britânica, uma das mais importantes coleções de arte do mundo. Sônia Menna Barreto participou da cerimônia de entrega de um quadro original de sua autoria no Palácio de Buckingham. A ARTISTA PELA ARTISTA A minha paixão e a minha verdadeira vocação encontraram eco na pintura – a óleo. A maleabilidade da pintura a óleo me dá a possibilidade de “desenhar” com o pincel aquilo que foi pensado como imagem. Ver a tela tomando vida pouco a pouco, me traz muita alegria. Se não fosse assim, como conviver com mais de dez horas diárias de pintura ? A obra tem início bem antes do momento que “deito” o pincel na tela que é preparada com cambraia de linho ou linho puro, onde passo várias camadas de gesso que depois quase somem ao serem lixadas com vigor, transformando a superfície desta tela num mármore liso, pronto para receber qualquer sugestão de textura. As tintas são, também, por mim preparadas, a partir das industrializadas Rembrandt ou Blockx acrescidas de aglutinantes, criando a minha própria gama de cores – aliás utilizo uma variação da técnica flamenga. A idéia do tema para o original surge no que eu chamo de fase “emocional”. Pode vir de um livro que li, de uma viagem que fiz, uma peça de teatro – algo que me toque e emocione. Para cada tema pensado, levo dias estudando a idéia, compondo, pesquisando imagens , cores, tirando fotos... Ao final de mais ou menos quatro dias o desenho está pronto para ser passado à tela, junto com o estudo das cores – cada objeto já tem a sua cor definida anteriormente. Nesta fase o meu quadro é bem “cerebral”. Entre a fase emocional, cerebral e o tempo que levo para terminar um original, vão-se mais de cinqüenta dias, ás vezes até mais. Fazendo-se uma conta básica, se não tirar férias, num ano conseguiria criar 6 a 8 obras originais, muito pouco para quem quer ter o seu trabalho cada vez mais conhecido e divulgado. Este “dilema” surgiu na minha vida profissional há muitos anos atrás. Eu me vi confrontando uma realidade muito boa e muito ruim ao mesmo tempo. Se por um lado havia conseguido alcançar uma boa valorização devido ao fato de ter poucos originais “circulando” pelo meio, ao mesmo tempo tinha que resolver o “handicap” de fazer tão poucos originais por ano e ter dificuldade em divulgar o meu trabalho através de exposições. Um marchand chegou a me aconselhar : faça quadros mais rápidos e simples. Eu optei pela paixão pelos originais e por toda a satisfação e alegria que cria-los me traz., mas também resolvi divulgar as minhas imagens através da multiplicidade. Eu explico : no meio deste grande dilema, participei da minha primeira feira de arte no exterior ( New York ) em 1991. Ela me abriu horizontes para os múltiplos como as gravuras. Comecei fazendo serigrafias e em 1998 as impressões na técnica giclée. Este novo veículo ( giclée ) que tem como base as minhas obras originais me trouxe uma abertura para outros países e uma divulgação maior, que era exatamente o que eu buscava e dificilmente conseguiria só com os originais. Anos mais tarde, nesta mesma feira, fui despertada para o licensing de imagens. Entrei nesta área com um direcionamento muito específico, com um foco seletivo – fazer licenciamentos que realmente agreguem valor à minha carreira e ao meu original. Resumindo, mantenho, hoje, os meus originais no seu próprio ritmo ( lento, eu sei ), mas através das gravuras e do licenciamento, consigo chegar à classe média, que não tem o mesmo poder de compra de um colecionador de arte, mas que mesmo assim é de fundamental importância na minha carreira. LADO EMPRESARIAL : Paralelamente a tudo que venho fazendo e já mencionei acima, no ano de 2000 resolvi fazer florescer o meu lado empresarial. Depois de dezoito anos trabalhando num formato exclusivo com uma galeria em São Paulo, cheguei à conclusão que dificilmente uma galeria faria a minha carreira da forma como eu havia idealizado. Resolvi ser a “dona do meu próprio negócio” e também investir com recursos próprios , contratando pessoas e agências para chegar aos meus “goals” . Sozinha jamais conseguiria. Nesse tempo de maturação na carreira ( que também serviu para a vida ) descobri que dificilmente, nos tempos atuais, um artista por mais talentoso que seja, consegue se firmar e crescer no seu metier, se não tiver um amparo financeiro que o ajude a atravessar com tranqüilidade, e às vezes estóica paciência, o caminho muitas vezes cheio de obstáculos que leva à uma carreira sólida e com bom conceito. Para mim a época romântica, onde um marchand, dealer, galerista , agent ( seja lá qual for o nome que se dê a esse elemento importante ) identificava em meio a uma multidão um verdadeiro talento e que investia na sua trajetória não existe mais. Os tempos são outros : mudaram as galerias que hoje tem outro foco e meta, mudaram os colecionadores e também devem mudar os artistas com o perigo de ficarem fora do contexto atual – se é que é possível existir um mercado de arte sem bons artistas ! Fui obrigada, por conta dos novos tempos, a identificar o meu caminho, qual o tipo de approach usar para chegar às galerias ( que continuam tendo peso ) aos marchands mais importantes para mim, em quais países fincar bandeira para difundir o meu trabalho, quais são os críticos/curadores que podem acrescentar valor ... Tudo isso faz parte de uma estratégia para chegar onde quero. Nem sempre acertarei, mas bons resultados já estão aparecendo. Os livros que vou lançar e a galeria na Europa tão “namorada” já são uma realidade! O resto ainda está por vir. E virá, se depender de mim.

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